Mulher saltando no ar que passa a sensação de liberdade
05 out 2026 3 min de leitura 1 visualizações

Quando pensamos em autoestima, é muito comum associarmos a palavra a uma imagem de segurança inabalável, daquelas pessoas que parecem nunca duvidar de si mesmas ou que ostentam uma confiança perfeita diante do espelho. No entanto, se medirmos o nosso valor por essa régua inalcançável, é quase certo que vamos nos sentir insuficientes. A verdade é que a autoestima não é sobre nunca fraquejar, mas sim sobre a qualidade da relação que mantemos com nós mesmos nos dias bons e, principalmente, nos dias difíceis.

Crescer em ambientes marcados pela exigência excessiva, pela comparação constante ou pela falta de acolhimento faz com que muitas pessoas aprendam a ser a sua própria juíza mais severa. Quando a autocrítica vira o padrão, qualquer erro se transforma em prova de incapacidade. A boa notícia é que a autoestima não é um traço fixo com o qual precisamos nascer; ela pode ser cultivada e reconstruída ao longo da vida através de práticas diárias de gentileza e respeito.

O que é a autoestima e como ela atua na nossa saúde mental?

O que é a autoestima e qual é o seu papel no equilíbrio emocional?

A autoestima refere-se à avaliação global e ao valor que o indivíduo atribui a si mesmo, sendo fundamental para a regulação emocional, a resiliência e o bem-estar psicológico.

Sob a perspectiva da flexibilidade psicológica e da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), a busca rígida por uma autoestima baseada em validações externas ou na perfeição costuma ser uma armadilha. A verdadeira transformação ocorre quando mudamos a forma como nos relacionamos com a nossa autocrítica e com os pensamentos de inadequação. Em vez de travar uma guerra exaustiva para tentar eliminar a insegurança, o que só gera mais sofrimento, a ACT nos convida a acolher a vulnerabilidade e a agir em direção ao que é valioso e significativo para nós, independentemente do medo de não sermos suficientes.

Como começar a cultivar a autoestima no dia a dia

Fortalecer a autoestima não exige mudanças drásticas da noite para o dia, mas sim pequenos movimentos de cuidado e presença na rotina:

Observar a voz da autocrítica: Quando o pensamento "eu não dou conta" ou "eu fiz tudo errado" surgir, tente criar um espaço de pausa. Reconheça que isso é um evento mental passageiro, e não uma definição absoluta do seu valor.

Praticar a autocompaixão: Pergunte-se como você falaria com uma amiga querida que estivesse passando pela mesma situação. A gentileza que destinamos aos outros costuma ser o melhor remédio para a rigidez com nós mesmas.

Valorizar passos alinhados aos valores: A autoestima se fortalece quando reconhecemos nossas escolhas diárias baseadas no que importa para nós, seja estabelecer um limite necessário, descansar sem culpa ou defender a própria voz.

Isso não significa que você nunca mais vai duvidar de si mesma ou que o medo da rejeição vai desaparecer por completo. A grande mudança é que, em vez de abandonar a si mesma nos momentos de vulnerabilidade, você aprende a ser um porto seguro para a própria jornada.


Carol, psicóloga clínica, sorrindo
Caroline Casagrande Psicóloga Clínica · CRP 13/13484

Psicóloga clínica desde 2011, especializada em mulheres na abordagem ACT, atendimento 100% online.

Quem leu esse artigo também se interessou por